COVID-19: Polícia Civil cumpre busca e apreensão na Prefeitura de Sorocaba

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A Polícia Civil de Sorocaba juntamente com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de São Paulo, realiza busca e apreensão na Prefeitura de Sorocaba de documentos referente a licitações de máscaras para servidores públicos.

A investigação refere-se a máscaras superfaturadas e entregues diferente do que foi comprado, a requisição de compra seria do modelo PFF2 que custa no mercado R$ 4,68, que possui 2 camadas de proteção para servidores da saúde, a máscara foi vendida a R$ 15,00.

Já o recebimento do material foi da PFF1 que custa R$ 2,23, que possui apenas 1 camada de proteção, imprópria para servidores de saúde pública que atuam diretamente na linha de frente do combate ao coronavírus, esta mascara é usada na Construção Civil, para que operários de obras, não inalem pó ou outro tipo de material químico mais denso.

O contrato comprou cerca de 60 mil unidades de máscara no montante próximo a R$ 1 milhão.

A Prefeitura recebeu as máscaras e entregou para os servidores da saúde, não realizando a devolução do equipamento pela irregularidade cometida, a máscara PFF1 não protege os servidores da saúde e ainda desrespeita o orçamento público.

O vereador Rodrigo Manga (Republicanos) realizou denúncias referente a gastos irregulares da Prefeitura de Sorocaba, também foi questionado na justiça pela Prefeita, para que comprovasse as acusações de uma má condução do dinheiro público.

Esta denúncia foi realizada por diversas vezes também nas redes sociais do munícipe e comerciante Fernando Marques, que encaminhou cópia da denúncia que recebeu as autoridades policiais.

A fiscalizadora do contrato é a própria Prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho (PSL), que não pode ser fiscalizadora do próprio contrato que assina. O fiscalizador deve ser outro servidor público para que cumpra o ordenamento jurídico.

No site de compras da Prefeitura de Sorocaba, existem pelo menos mais 11 novas compras de máscaras no mesmo modelo. O GAECO e a Polícia Civil cumpriu uma ordem judicial para busca a apreensão de documentos, a investigação corre em segredo de justiça.

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