Guarda Municipal e candidato a vice é acusado de tortura e queimadura para tentar incriminar opositor da Prefeita

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Lucas Rodrigues, 23 anos, afirma que foi vítima de tortura, calúnia e difamação por dois guardas municipais, o candidato a vice-prefeito na chapa de Jaqueline Coutinho (PSL), um candidato a vereador pelo próprio PSL, Vinicius Moreno e Adilson Carpa de nesta quinta-feira (26).

Foi constatado pelo IML (Instituto Médico Legal), queimaduras em seu braço, causado pelo GCM, que permaneceu com o pé sobre o braço de Lucas em cima de uma tampa de ferro de uma empresa de telecomunicações, durante uma abordagem dos Guardas Municipais.

Segundo a vítima da agressão, o guarda apenas soltaria seu braço que estava queimando, se ele fizesse acusações contra Rodrigo Manga, que é o rival no segundo turno das eleições da atual Prefeita de Sorocaba.

Na abordagem do GCM, estava Vinicius Moreno, conhecido como Vinicus Vynna, que foi candidato a vereador pelo partido PSL, inclusive é a vítima em outro boletim de ocorrência, que acusa Lucas, de ter impedido apoiadores de Jaqueline Coutinho adentrar ao bairro Brigadeiro Tobias.

No vídeo é possível constatar a presença do candidato a vice-prefeito Roberto Freitas, que pergunta a ele, diversas vezes, quem mandou você tentar nos proibir de entrar, acusando Rodrigo Manga nas palavras do candidato a vice-prefeito.

No boletim de ocorrência onde a equipe da Prefeita de Sorocaba Jaqueline Coutinho (PSL) e o candidato a vereador Vinicius Moreno (PSL), alegava que a vítima estaria armada, na Delegacia nenhuma das possíveis vítima mantiveram as versões gravadas no vídeo.

Versão do Boletim de Ocorrência na integra: ******Comparece a equipe da Guarda Civil Municipal formada pelos GCMs Felipe e Wellington da Silva, com a viatura ROMU 243, informando que foram acionados para atendimento de ocorrência de um solicitante, o qual estava participando da carreata da candidata a Prefeita Jaqueline Coutinho 17, pelo bairro Brigadeiro Tobias, ao passo que repentinamente foram hostilizados e ameaçados por um indivíduo, posteriormente identificado como LUCAS MORIS RODRIGUES, o qual segundo a vítima estava em uma motocicleta e levantou a camiseta mostrando uma arma sob as vestes. Diante dos fatos, a guarnição da GCM fez patrulhamento pelo bairro, oportunidade que visualizaram o suspeito na citada motocicleta, o qual ao avistar a viatura policial, desobedeceu ordem de parada e empreendeu fuga em alta velocidade, passando por aglomerados de pessoas e gerando perigo de dano, sendo feito acompanhamento e, em seguida, abordado. Submetido a revista pessoal, nenhum objeto de interesse policial localizado em sua posse, tampouco arma de fogo, somente um aparelho celular motorola usado com a tela trincada (danificada), de modo que instado sobre os fatos, negou envolvimento e tampouco possuir arma de fogo. Feito contato com a vítima, reconheceu o abordado LUCAS MORIS RODRIGUES, como sendo a pessoa que estava “armada” e os ameaçou durante a carreata. Diante dos fatos, o investigado foi conduzido ao Plantão Policial, sendo feito uso de algemas por receio de fuga. Nenhuma testemunha foi arrolada neste ato. Oitivados e a vítima ciente do prazo decadencial de seis meses para ofertar Representação contra o autor das ameaças. Por fim, determinou a Autoridade signatária a apreensão do aparelho celular do investigado para investigação e levantamento da procedência. Todo o expediente será encaminhado ao Distrito Policial competente, para melhor apuração dos fatos demais diligências que julgar necessárias. A motocicleta e aparelho celular serão objetos de perícia técnica direta junto ao IC. Nada mais-*

A vítima foi filmada e o vídeo publicado por Adilson Carpa, na rede social Facebook, alegando que a vítima da agressão é integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). Apesar de ter passagem na polícia, afirma que nunca participou do crime organizado.

O segundo boletim de ocorrência aponta relatos de tortura e o laudo do Instituto Médico Legal, confirma as queimaduras e o homem está em pânico temendo pela sua vida.

Os guardas municipais e autores da denúncia em vídeo, responderão pelos crimes de: Abuso de Autoridade, Tortura, Difamação e Calúnia, segundo o boletim de ocorrência 5654/2020 e os laudos do IML que constatou a tortura.

Já Adilson responderá por calúnia e difamação pelo vídeo publicado na rede social acusando a vítima de ser do PCC.

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