HomeDestaquesCâmara de Vereadores de Sorocaba: um circo com muitos palhaços

Câmara de Vereadores de Sorocaba: um circo com muitos palhaços

A Câmara de Vereadores de Sorocaba parece ter se transformado em um grande circo da democracia, onde as prioridades dos parlamentares estão mais voltadas para disputas ideológicas do que para as reais necessidades da população. O recente procedimento ético aberto contra a vereadora Tatiane Costa (PL) é mais um exemplo do teatro político que domina a cidade. A representação, baseada em argumentos questionáveis, alega quebra de decoro devido à exibição de armas de fogo — algo alinhado com a ideologia armamentista que a parlamentar defende, da mesma forma que o PSOL defende a legalização das drogas, o aborto e o fim da polícia militar.

O contraste fica evidente quando se analisa o histórico de tratamento dado a outros casos. Em 5 de agosto de 2020, protocolei uma robusta denúncia contra o então vereador Hudson Pessini (MDB), atualmente aliado do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos). Na época, Pessini, que era namorado da prefeita Jaqueline Coutinho, foi flagrado desrespeitando as regras de isolamento social impostas pelo Estado e pelo município durante a pandemia de COVID-19.

Nossa equipe do Sorocabano.com registrou com provas irrefutáveis: fotografias tiradas com uma câmera DSLR, com geolocalização ativa e metadados completos, exatamente como fazem investigadores e policiais. Tudo foi entregue junto com a representação formal. Entretanto, o parecer jurídico da Câmara, numa clara manobra para blindar seus aliados, declarou que o pedido era “ilegal”, alegando que apenas um vereador ou um partido político poderiam protocolar uma denúncia, e não um eleitor comum da cidade.

Agora, em 2025, vemos um cenário completamente diferente. Uma nova representação foi aceita, mesmo sem que o suposto eleitor tenha apresentado seu título de eleitor, falhando na qualificação básica para acionar a Câmara em âmbito municipal. O motivo? Tatiane Costa, uma bolsonarista declarada, tornou-se alvo por exibir armas e defender sua ideologia armamentista. O caso levanta questões sobre o uso de dois pesos e duas medidas dentro da Câmara, evidenciando que a perseguição política tem mais espaço do que a justiça e a coerência.

Para piorar a situação da vereadora, a relatora da representação será Fernanda Garcia (PSOL), o que apenas reforça a narrativa de que a Câmara de Sorocaba está mais preocupada em alimentar conflitos ideológicos do que em legislar para o bem da cidade. Esse órgão, que deveria zelar pela democracia e pela representação da sociedade, se converteu em um palco de hipocrisia, onde o que vale não é a justiça, mas sim quem ocupa o lado certo da disputa política do momento.

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