Hoje (26), um e-mail anônimo com ameaças de massacre foi enviado a todos os Centros Educacionais Infantis (CEI) de Sorocaba, mobilizando diretores escolares a registrarem boletins de ocorrência para documentar o caso junto às autoridades policiais. A situação, que já era preocupante por si só, tomou proporções ainda mais alarmantes após a reação intempestiva do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos).
Assim que tomou conhecimento da ameaça, o chefe do Executivo municipal recorreu às redes sociais para expressar sua indignação. Em tom exaltado, Manga declarou que qualquer opositor deveria enfrentá-lo diretamente e não ameaçar as crianças. No entanto, a forma como o prefeito tratou o caso gerou uma onda de pânico entre os pais, que passaram a temer ainda mais pela segurança de seus filhos. Moradores relatam que a postura do prefeito, amplificada por sua grande audiência digital, ao invés de acalmar a população, agravou a sensação de insegurança.
Além de demonstrar nas redes sociais com milhões de seguidores, o nome completo do suspeito, que ainda não foi apurado pela Polícia Civil. Demonstra a irresponsabilidade do “noia do Tiktok” como dizem os moradores, pode ter exposto uma pessoa que nada tenha relação com o fato, como uma conta de e-mail invadida.
A crise de comunicação na prefeitura ocorre em meio a uma nova denúncia feita pelo portal Sorocabano.com ao Ministério Público Federal (MPF). O portal questiona o uso das viaturas L200 Mitsubishi, adquiridas por meio de um convênio com o Governo Federal, que deveriam estar dedicadas exclusivamente às rondas escolares para reforçar a segurança das unidades de ensino. O caso foi encaminhado à 5ª Câmara de Combate à Corrupção e à 1ª Câmara de Direitos Sociais e Atos Administrativos em Geral do MPF, e também à Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional.
O questionamento sobre a correta aplicação dos recursos destinados à segurança nas escolas se soma à crítica sobre a gestão de crise do prefeito. Em vez de trazer tranquilidade e demonstrar liderança na resolução do problema, a postura de Manga gerou ainda mais ansiedade na população, sem apresentar soluções concretas para aumentar a proteção das crianças.
Especialistas em gestão pública apontam que, em situações sensíveis como ameaças à segurança escolar, a resposta do líder deve ser pautada pela serenidade, informação qualificada e medidas objetivas para tranquilizar a população. O pânico gerado pela reação de Manga evidencia a falta de um plano de comunicação estruturado para lidar com emergências desse tipo, algo essencial para qualquer gestão municipal.
O episódio também levanta uma questão importante sobre a segurança nas escolas públicas de Sorocaba: as viaturas L200 estão sendo usadas conforme o previsto no convênio? Há recursos suficientes sendo direcionados para prevenção de ameaças e ataques? O MPF agora analisa a denúncia e poderá exigir esclarecimentos da prefeitura sobre a real destinação dos veículos.
Enquanto isso, pais, professores e moradores de Sorocaba esperam que o prefeito Rodrigo Manga adote uma postura mais equilibrada e eficaz, garantindo que a prioridade seja de fato a segurança das crianças e não o uso de tragédias para fins midiáticos e políticos.