As páginas ligadas a Rodrigo Manga já anunciam vitória antecipada: Sirlange vai esmagar Vitão do Cachorrão com os votos da direita.
Mas existe uma pergunta que não pode ser abafada por marketing:
A direita que construiu sua identidade no combate à corrupção vai ignorar um escândalo porque agora envolve aliados?
Segundo investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, a empresa ligada a Sirlange teria movimentado R$ 1,2 milhão em um esquema fraudulento. Contratos e notas fiscais teriam sido emitidos para serviços que, de acordo com os documentos da investigação, não foram prestados.
Há ainda o episódio dos R$ 180 mil em espécie utilizados na entrada de um imóvel. Informações atribuídas ao COAF indicam ausência de registro de saque compatível com esse valor.
Não é a esquerda dizendo.
Não é adversário político criando narrativa.
São órgãos de investigação.
A pergunta é objetiva:
Se fosse um candidato de esquerda envolvido nesses mesmos fatos, qual seria a reação?
Haveria discurso inflamado.
Haveria vídeos sobre moralidade.
Haveria cobrança pública.
Então por que o silêncio agora?
Se a direita relativiza quando é “dos seus”, ela deixa de ser movimento de princípios e passa a ser apenas grupo de proteção política.
E isso dói — porque a base conservadora sempre se apresentou como diferente.
A Direita Sorocabana precisa decidir:
Vai defender bandeiras ou vai defender nomes?
Porque princípios que só valem contra adversários não são princípios.
São instrumentos.
E quando a coerência morre, a credibilidade vai junto.



