O Ministério Público de São Paulo encaminhou ao Gaeco um pedido para investigação, no âmbito criminal, de uma suposta organização criminosa que atuaria dentro do Saae de Sorocaba.
O caso é o mesmo que embasou as denúncias que apontam o prefeito afastado Rodrigo Manga como suposto líder do esquema — situação que levou ao seu afastamento do cargo.
Até então tratado na esfera cível, o processo agora ganha um novo desdobramento ao ser direcionado para a área criminal do Ministério Público, o que indica um avanço na gravidade das investigações.
Segundo o promotor responsável, a mudança ocorre devido à complexidade do caso, que envolve suspeitas de corrupção, pagamento de propina, atuação coordenada entre agentes públicos e empresas, além de possíveis crimes ambientais relacionados ao despejo irregular de esgoto no Rio Sorocaba.
A investigação tem origem na Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal do Brasil, que já havia identificado reuniões entre ex-dirigentes do Saae, operadores do suposto esquema e empresas contratadas pela autarquia.
Com o envio ao Gaeco, o caso passa a contar com estrutura mais robusta de investigação, incluindo apoio policial e ferramentas típicas da esfera criminal, como quebras de sigilo e operações coordenadas.
A apuração também cita um possível processo de sucateamento da estrutura do Saae, aliado ao descumprimento de decisões judiciais e ao lançamento de esgoto sem tratamento, o que pode configurar crime ambiental.
Até o momento, tanto a Prefeitura de Sorocaba quanto o Saae informaram que não foram oficialmente notificados sobre o novo encaminhamento.



