Um caso de extrema gravidade aconteceu na cidade de Salto de Pirapora no último domingo (28). Três menores de idade, com idades entre 11 e 13 anos, foram encontrados caídos na rua após consumo de bebidas alcoólicas adquiridas de forma irregular em um estabelecimento da cidade.
A ocorrência mobilizou a Guarda Civil Municipal, que foi acionada após denúncia de que jovens apresentavam sinais evidentes de embriaguez em via pública, na região central. Ao chegarem ao local, os agentes constataram o estado crítico das vítimas e acionaram imediatamente a ambulância. Os menores foram encaminhados à Santa Casa do município.
Durante o atendimento hospitalar, surgiram informações que levantaram a suspeita de abuso sexual envolvendo as vítimas, o que ampliou a gravidade do caso. Diante disso, a ocorrência foi encaminhada ao Plantão Policial de Votorantim, onde a Polícia Civil assumiu a investigação.
Segundo apurações iniciais, as bebidas alcoólicas teriam sido compradas em na Adega Revoada, o que configura crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação brasileira proíbe expressamente a venda, fornecimento ou entrega de álcool a menores de idade, com pena que pode chegar a até quatro anos de prisão.
O proprietário do estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, e, de acordo com o delegado responsável pelo caso, há entendimento sobre a necessidade de sua detenção diante da possível relação entre a venda irregular e os desdobramentos que colocaram as vítimas em riscos.
O Conselho Tutelar acompanhou toda a ocorrência, prestando suporte às vítimas e suas famílias, além de auxiliar na adoção das medidas de proteção necessárias. As menores também receberam atendimento médico especializado, incluindo protocolos preventivos de saúde em Sorocaba.
O delegado reforçou no Boletim de Ocorrência, que há indícios que exigem investigação aprofundada, especialmente quanto à possível violência sexual sofrida pelas vítimas após o consumo das bebidas.
O episódio reacende o alerta sobre a importância da fiscalização de estabelecimentos comerciais e da proteção integral de crianças e adolescentes, conforme garantido pela legislação brasileira.



