Luís Santos não é parte do problema de Sorocaba — ele é a caricatura do problema. Em uma cidade afundada em déficit, escândalos e decisões amargas, o presidente da Câmara escolhe cuspir na cara do contribuinte com uma proposta obscena: criar 25 novos cargos públicos enquanto o resto da cidade aperta o cinto.
Sorocaba vive um verdadeiro manicômio administrativo. A gestão Rodrigo Manga deixou um rastro de caos: investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, condição de réu por corrupção e um rombo de aproximadamente R$ 700 milhões nas contas públicas. O resultado? Tarifas mais caras, serviços estrangulados e uma população penalizada por erros que não cometeu.
Diante desse cenário devastador, até o vice-prefeito Fernando Martins — herdeiro direto desse desastre — foi obrigado a agir. Exonerou 21 cargos e economizou cerca de R$ 5 milhões por ano. Não foi virtude. Foi obrigação mínima diante do colapso.
E o que faz Luís Santos? Vai na contramão da realidade. Decide que a Câmara precisa de mais cargos, mais assessores, mais gastos. Mais peso morto pago pelo cidadão. Enquanto o sorocabano paga ônibus mais caro, vê obras paradas e serviços sucateados, o presidente da Câmara trabalha para garantir conforto político, barganha interna e cabides de emprego.
É impossível não chamar isso pelo nome: cinismo institucionalizado. O título de “Pastor” vira apenas um adereço conveniente, porque não há nada de ético, responsável ou moral em ampliar despesas num momento em que a cidade mal consegue respirar. Falar em compromisso com a população enquanto se propõe esse tipo de medida é um insulto à inteligência coletiva.
Luís Santos não governa com a cabeça na cidade — governa com os olhos no próprio umbigo. Sua proposta não é técnica, não é necessária e muito menos defensável. É um tapa na cara de quem trabalha, paga imposto e sustenta essa estrutura inchada.
Sorocaba não precisa de mais cargos. Precisa de menos oportunismo, menos hipocrisia e menos políticos que confundem poder público com patrimônio pessoal. E se ainda restar alguma dúvida: essa proposta deixa claro quem está disposto a sacrificar a cidade para manter o sistema funcionando — mesmo que Sorocaba afunde junto.



