Votação de Pavanato e Balas coloca o grupo de Dylan no centro da disputa política de Sorocaba para Prefeitura; segundo turno ainda pode ampliar esse capital político
A eleição de 2026 ainda não terminou, mas o primeiro turno já produziu um resultado politicamente relevante em Sorocaba: o PL ampliou seu espaço e Dylan Dantas aparece entre as lideranças que mais ganharam capital político para a disputa de 2028.
Dylan não foi candidato. Em vez disso, apoiou dois nomes que tiveram desempenho expressivo na cidade: Lucas Pavanato, para deputado federal, e Danilo Balas, para deputado estadual.
Pavanato recebeu 64.394 votos em Sorocaba, liderando a disputa para deputado federal no município.
Balas alcançou 41.432 votos na cidade.
Somados, os dois chegaram a 105.826 votos.
É um número que não pode demonstrar a capacidade de mobilização de um grupo político em Sorocaba, podendo chegar a 2028 com uma base relevante e mirar a Prefeitura Municipal.
Pavanato: alcance digital convertido em votação
Um dos elementos que diferenciam Pavanato é a dimensão de sua presença digital.
O candidato chegou a 2026 com aproximadamente 5,2 milhões de seguidores no Instagram.
Sua estratégia é baseada em vídeos curtos, confrontos políticos, debates ideológicos e conteúdos desenhados para circulação massiva nas redes. A imprensa especializada em política vem destacando justamente essa capacidade de gerar engajamento.
O resultado eleitoral foi igualmente expressivo: 3.038.379 votos no Estado de São Paulo, colocando Pavanato entre os deputados federais mais votados da história do país.
A comparação com outras lideranças digitais de Sorocaba é inevitável.
Manga tem milhões de seguidores. A questão é o que essa audiência produz eleitoralmente
Rodrigo Manga também construiu uma das maiores audiências digitais entre políticos brasileiros. Seu Instagram gira em torno de 4 milhões de seguidores.
A diferença está no tipo de conteúdo e, principalmente, na conversão dessa audiência em votos.
O conteúdo de Manga é fraco, inútil para a população no geral, possui linguagem infantilizada, que atrai seguidores mas não convertem votos de fato. Apenas aproximou políticos que trocaram seus nome como “João Donizete” para “João Manga” para tentar engajar.
Já Pavanato construiu uma comunicação mais concentrada em debates políticos, confrontos ideológicos e temas nacionais, formato que tende a produzir maior circulação fora de sua base territorial.
A comparação eleitoral chama atenção.
Pavanato possui cerca de 5,2 milhões de seguidores e recebeu 3,038 milhões de votos no Estado.
Manga possui cerca de 4 milhões de seguidores, mas a candidata apoiada por ele, sua esposa Sirlange Manga, recebeu 52.734 votos em Sorocaba — embora tenha terminado em segundo lugar na disputa para deputado federal na cidade. Os votos totais de Sirlange não se equipara ao sucesso de uma rede social criada para converter votos.
É importante não transformar seguidores em uma equivalência direta de votos: são públicos diferentes e não existe uma relação matemática entre audiência e votação.
Mas os números permitem uma análise política objetiva: uma audiência digital gigantesca não garante, por si só, capacidade de transferência eleitoral principalmente se o conteúdo produzido pelo politico é desnecessário para a audiência e apenas servem de entretenimento.
Nesse quesito, a campanha de Pavanato produziu uma demonstração nacional de alcance que Manga ainda não reproduziu com seus candidatos
A diferença está também na pauta
A discussão não se resume ao número de seguidores.
A estratégia de Pavanato é construída para transformar acontecimentos políticos em conteúdo compartilhável. Seus vídeos frequentemente exploram conflitos, debates e temas nacionais, o que amplia sua capacidade de alcançar pessoas que não vivem em São Paulo.
No caso de Manga, críticos de sua comunicação argumentam que o conteúdo privilegia entretenimento político, rotina administrativa e vídeos de forte apelo popular, com menos espaço para discussões estruturadas sobre grandes temas nacionais.
Essa é uma interpretação sobre a estratégia de comunicação, e não uma medida objetiva de qualidade.
O fato mensurável é outro: Pavanato conseguiu transformar sua audiência digital em uma votação estadual extraordinária, enquanto a estrutura digital de Manga não produziu, na votação de Sirlange em Sorocaba, uma transferência proporcional ao tamanho de sua audiência.
E isso interessa diretamente a Dylan Dantas
É aqui que o resultado de 2026 ganha importância para 2028.
Dylan Dantas apoiou Pavanato e Balas e, juntos, os dois alcançaram mais de 105 mil votos em Sorocaba.
Além disso, Pavanato chega à Câmara dos Deputados com uma das maiores votações da história do país e uma estrutura digital de milhões de seguidores.
Nos bastidores, a possibilidade de uma aproximação política ainda maior entre Pavanato e Dylan para 2028 já começa a ser discutida.
Se essa parceria se consolidar, Dylan poderá contar não apenas com sua estrutura local, mas com a força digital de uma liderança que demonstrou capacidade de transformar audiência em votos em escala real.
O segundo turno ainda pode mudar o tamanho dessa força
E existe um detalhe fundamental: 2026 ainda não acabou.
Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno presidencial, e os grupos que participaram da eleição parlamentar terão novamente de mobilizar suas bases.
Em Sorocaba, isso coloca o PL diante de um novo teste.
A estrutura utilizada para eleger Pavanato e Balas poderá agora ser empregada na campanha presidencial. Uma votação expressiva de Flávio na cidade não poderá ser automaticamente atribuída a Dylan ou ao PL, mas poderá servir como novo indicador da força desse campo político.
Ou seja:
o primeiro turno mediu a capacidade de eleger parlamentares; o segundo turno poderá medir novamente a capacidade de mobilização.
E o resultado será relevante para a construção de 2028.
Outros grupos chegam a 2028 com perguntas a responder
Enquanto o PL ampliou sua presença, alguns grupos políticos de Sorocaba terminaram o primeiro turno com resultados que exigem uma avaliação mais cuidadosa.
Ítalo Moreira, do Missão, coordenador do MBL, com todo o aparato e mídia que Renan, Kim, Podscasts, Livros e etc. Obteve apenas 14.709 votos na cidade.
Claudio Sorocaba ficou em 9.874 votos, apesar da associação direta com o prefeito Rodrigo Manga durante a campanha. Usando todos os materiais impressos possíveis ao lado de Manga para tentar engajar.
João Donizete, que, perdeu completamente a vergonha na cara, como Vereador, fiscalizador, do Prefeito que responde por ser líder de uma organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvios da saúde, educação, adotou eleitoralmente o nome “João Manga”, alcançou 15.064 votos.
E Caio Oliveira, que era do grupo de Manga, obteve 4.183 votos na tentativa de transferência de votos para Marcos Pereira.
Os números não eliminam nenhum desses atores da política municipal, mas mostram que estrutura política, exposição e seguidores não se transformam automaticamente em votos.
Essa será uma das principais lições de 2026 para a disputa de 2028.
O jogo de 2028 começou indiretamente
O primeiro turno deixou três elementos claros.
O PL demonstrou força eleitoral em Sorocaba.
Dylan Dantas esteve associado a dois candidatos que ultrapassaram juntos 105 mil votos na cidade.
E Lucas Pavanato demonstrou que uma máquina digital de milhões de seguidores pode ser convertida em votação eleitoral de escala nacional.
Agora, falta o segundo turno.
Depois dele, os grupos políticos terão dois anos para transformar os resultados de 2026 em alianças, estrutura e novas candidaturas.
Para Dylan, a eleição foi particularmente estratégica: ele não precisou disputar para sair maior do que entrou.
A votação de Pavanato e Balas colocou seu grupo no centro do debate político local, enquanto a aproximação com uma liderança nacional como Pavanato pode ampliar ainda mais seu espaço.
2028, evidentemente, está longe de estar decidido.
Mas a fotografia de outubro de 2026 já mostra uma mudança importante no tabuleiro de Sorocaba: o PL ganhou musculatura, Pavanato ganhou escala nacional e Dylan Dantas passou a ser observado como um dos nomes que podem protagonizar a próxima disputa do Paço Municipal.



