A primeira-dama de Sorocaba, Sirlange Frate Maganhato, conhecida como Sirlange Manga, lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputada federal pelo União Brasil durante evento realizado na noite de segunda-feira (20), na sede do partido em Sorocaba. Segundo a organização, mais de cinco mil pessoas participaram do lançamento.
Durante o discurso, Sirlange afirmou que sua candidatura tem como objetivo ampliar a destinação de recursos federais para a Região Metropolitana de Sorocaba e para os municípios paulistas, priorizando investimentos em saúde, infraestrutura, habitação e segurança pública.
O evento reuniu prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças políticas de diversas cidades da região, além de pré-candidatos ao Legislativo estadual.
Lançamento acontece sob investigação
O lançamento da pré-candidatura ocorre em um momento de forte desgaste político para o grupo do prefeito Rodrigo Manga.
Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra 13 pessoas no âmbito da Operação Copia e Cola, investigação da Polícia Federal que apura supostos desvios de recursos públicos em contratos da saúde em Sorocaba. Entre os denunciados estão Rodrigo Manga, Sirlange Frate Maganhato e outros investigados. Segundo a denúncia, os crimes atribuídos incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A denúncia ainda será analisada pelo Poder Judiciário e os acusados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Segundo a acusação do MPF, Rodrigo Manga teria exercido posição de liderança dentro da suposta organização criminosa investigada, enquanto Sirlange também é apontada entre os denunciados na investigação. As acusações ainda não foram julgadas definitivamente pela Justiça.
Debate político
A decisão de Rodrigo Manga de não disputar uma vaga nas eleições de 2026 passou a ser alvo de interpretações no meio político.
Alguns analistas e adversários políticos levantam a hipótese de que a candidatura de Sirlange possa fortalecer politicamente o grupo e, caso eleita, lhe garantir o foro por prerrogativa de função previsto na Constituição para deputados federais. No entanto, não há confirmação oficial nem elementos públicos que demonstrem que essa tenha sido a motivação da candidatura, e qualquer relação entre a decisão eleitoral e os processos em andamento permanece no campo das especulações políticas.
Denúncias na esfera eleitoral
Além da investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, também foram protocoladas representações perante a Justiça Eleitoral questionando suposto uso da estrutura da Prefeitura de Sorocaba para fins político-partidários.
Entre as alegações apresentadas está a realização de reuniões de natureza política dentro do Paço Municipal envolvendo lideranças do União Brasil e articuladores da pré-campanha. Essas representações deverão ser analisadas pelas autoridades eleitorais competentes, não havendo, até o momento, decisão definitiva sobre o mérito das acusações.
Defesa
Até o momento, Rodrigo Manga e Sirlange Manga têm negado irregularidades e afirmam ser vítimas de perseguição política. A defesa sustenta que as acusações serão esclarecidas no decorrer do processo judicial.
Enquanto isso, a pré-candidatura de Sirlange passa a integrar um cenário eleitoral marcado por forte polarização política e pelo avanço das investigações da Operação Copia e Cola, que ainda aguardam análise da Justiça quanto ao recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal.



